Me chamo Paulo Guilherme Leal Rodrigues, de apelido Pg, nascido na cidade do Rio de Janeiro em 19/11/1970. Comecei a me interessar por bateria quando tinha uns 16 anos. Foi na época em que conheci Adam Krause. Ele já tocava e namorava uma amiga minha de colégio. Todos os finais de semana, nós íamos para casa dele assistir aos ensaios. Sempre que terminavam, eu sentava na bateria e não saía simplesmente NADA! Rsrs....Vendo que eu tinha vontade, apenas vontade, por que não tinha coordenação nenhuma, me propôs a me ensinar o básico. Consegui a duras penas uma Saema verde e a coloquei no meu quarto. E assim uma vez por semana, passava lá em casa e me dava uma hora de aula gratuita. Começamos com um método que muita gente deve conhecer, o Stick Control. Uma época muito boa e também de grandes conflitos, pois minha mãe ficava louca com o barulho. Tentava tocar em cima de todos os discos que eu gostava. De Police à Rush de Led Zeppelin à Paralamas. Eu nem queria saber de abafar a "danada", sentava a porrada e achava que estava tudo lindo, como se estivesse tocando num Estádio lotado para 50.000 pessoas! Rsrs....Depois as coisas foram evoluindo e o Adam começou a tomar umas aulas com um grande batera do Rio chamado Élcio Káfaro. Achei que seria melhor entrar nessas aulas também. E sempre depois da aula do Adam, começava a minha. Foi mais ou menos nessa época em que conheci o Román. Trabalhávamos no mesmo Shopping e um belo dia eu estava com a camisa da Zildjian e ele veio me perguntar se eu tocava. Respondi que sim, mas mal sabia ele que nunca tinha tocado com uma banda. Eles tinham uma banda chamada "Flores de Aço", na qual Leo já havia tocado. Lembro perfeitamente dos nossos ensaios na Glória (Bairro da zona sul do Rio), era um desastre, eu não conseguia executar nenhuma convenção ou sequer uma virada. Rsrs...O Leo sempre que podia colava e dava a maior força. Senti que era a hora de me dedicar mais ao instrumento que havia escolhido. Montamos a Pinguim branca que eu tinha no quarto do Román em Copacabana, e ficávamos horas e horas passando as músicas. Isso me ajudou muito, por que o Román teve muita paciência comigo, se não com certeza estaria fora da banda. No "Flores de Aço" as composições eram todas em inglês, foi quando o Román me mostrou umas bases e uns pedaços de letra em português, me chamando para um projeto paralelo. Aceitei na hora e ele acabou chamando quem para as guitarras? O Leo. Tive um pouco de receio no início mas o Román me garantiu que a pegada do Leo cairia como uma luva pra gente. E dito e feito, o Leo entrou e começamos a fazer várias bases. A coisa fluía muito bem, quando o Román nos apresentou no Baixo Gávea para Fernando José, o Baía! Só tinha um probleminha, o Baía era batera também. Pensamos em chamá-lo para a banda, colocando elementos de percussão no novo projeto. Até por que o cara é baiano e tinha muitas batidas que a gente não conhecia. Foi uma coisa bem natural, e em algumas músicas eu trocava com ele. Tínhamos então dois bateristas e dois percussionistas....rsrs. Demoramos um tempão pra achar um vocalista, até Gustavo "Black Alien" fez teste com a gente. Foi quando conhecemos o Renato "Jonny" e formamos "Ostheobaldo". Chegamos a gravar dois cd's. E em 1998 viemos passar seis mêses em São Paulo, para divulgar nosso segundo cd intitulado de "Passa o Corredor". Quando começamos a compor um novo material para o que seria o nosso terceiro cd, começaram as famosas divergências musicais e o Jonny acabou saindo da banda. E agora? Ele voltou pro Rio e nós continuamos morando em São Paulo. Foi um momemto bem difícil. Até que fomos a Feira do Surf que rola todo ano na Bienal do Ibirapuera e conhecemos o Adriano "Egypcio". Vi o cara cantando com uns amigos e falei para Román: - O cara canta muito, vamos chamar ele pra fazer um teste. Trocamos telefone e nos falamos depois. Foi a sintonia pefeita, a famosa "química" que toda banda tem que ter. Não demorou muito, e já tínhamos uma “Demo” com seis músicas, do que seria o primeiro cd do Tihuana o "Ilegal" de 2000. A banda não tinha nem nome, quando assinamos com a Gravadora Virgin. O Rick Bonadio que já havia trabalhado conosco, produziu o cd. Daí o Román veio com o nome Tihuana e em 2000 lançamos o primeiro cd. Cd este que vendeu mais de 150.000 cópias, nos dando o nosso primeiro disco de ouro! Depois em 2001, o segundo "A Vida Nos Ensina", em 2003 "Aqui ou em Qualquer Lugar", em 2004 "Tihuana", em 2006 "Um Dia de Cada Vez". Na composição do quinto cd “Um Dia de Cada Vez”, achei que era hora de voltar a tomar umas aulas. Como eu já fazia parte da “Família RMV”, fui direto falar com um cara que eu admiro muito, o grande batera Maurício Leite. Trocamos telefone e comecei as aulas.O Maurício me relembrou várias coisas que eu já havia esquecido e me mostrou como é importante “os respiros”, 1 e 2 e 3 e 4....isso me fez ver como é bom flutar sem sair do tempo. Gravei o disco na maior vibe. Foi uma época muito boa, pena que não consegui dar prosseguimento pela correria do Tihuana. Foi quando no início de 2007, recebemos o telefonema da Zazen Produções, pedindo a música “Tropa de Elite” para um documentário policial, até então sem nome, com Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro, Milhem Cortaz entre outros no elenco e com a direção do José Padilha. O resto eu nem preciso falar, o filme fez um grande sucesso no Brasil e no exterior, ganhando vários prêmios e pela primeira vez no cinema nacional, ganhando o “Urso de Ouro” em Berlim. No final de 2007, realizamos nosso grande sonho, gravando no estacionamento do Kazebre Rock bar em São Paulo, nosso primeiro cd e dvd ao vivo intitulado de “Tropa de Elite ao Vivo”. Com todos os nossos sucessos e várias participações especias. Estamos ainda fazendo o show dessa turnê em todo o Brasil e paralelamente compondo um novo material para o nosso sétimo disco.

Que esse instrumento tão nobre continue batendo como os nosso corações! Abraços e beijos, fiquem com Deus,
Pg.